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domingo, 3 de agosto de 2014

Trinket, o menor Arduino-like I


Dia desses comprei três Trinkets na Amazon, mas no fim só chegaram dois, :(. Dei um pro Euclas e fui brincar com o meu. Eis aí as primeiras impressões.

O hardware

Essencialmente o Trinke é uma plaquinha baseada no ATTiny85, processador de 8Kb de memória flash (para programas), 512 bytes EEPROM e 512 bytes SRAM. Com o bootloader (programa que recebe os programas que mandamos pela serial os "roda" no processador) sobra-nos pouco mais de 5k para trabalhar. Não dá para desenvolver nenhum Excel, mas dá para fazer aplicativos simples de automação residencial ou mesmo pequenos robôs. Vou fazer alguns para postar por aqui.

Aqui, a plaquinha mais de perto:


Dá prá ver aqui as características da bichinha. Existem dois modelos: 5V e 3V3, me arrependi de não tem comprada nenhuma de 3V3 para conectar direto do Raspberry.

- Conector mini-USB para conexão ao PC e também para alimentação. Isso é muito legal, porque dá prá programar diretamente no PC e enviar o programa sem ter que usar nenhum outro hardware para isso.

- GPIO (pinos de entrada/saída de dados), numerados de #1 a #4.

- Conexão de bateria externa. Pode-se ligar até 16V na bichinha.

- Botão reset.

- Conexão para botão reset externo.

- Furos para fixação

"Tudo isso" faz dessa plaquinha uma bela alternativa para projetos onde a minitaturização é essencial. Também o consumo de energia é menor, o que favorece o uso de baterias menores e/ou a durabilidade delas.

Coonfigurando e programando

Segui os procedimentos indicados aqui para colocar ele prá funcionar através da IDE do Arduino. Segui o roteiro chamado no texto de The Slow Way, que visa reconfigurar a IDE do Arduino para trabalhar também com o Trinket. Após as alterações (bem fáceis), fui testar e... nada.

Primeiro a IDE não reconheceu o dispositivo. Pesquisando, vi que ela não trabalha com USB 3.0, só com USB 2 ou 1. Como transformar a USB do micro em uma versão anterior? O jeito que dei foi arrumar um desses multiplicadores de portas USB mais velhinho e usá-lo. Ele fez a conversão, e o Trinket apareceu na lista de dispositivos conectados.

Veja o processador da plaquinha, o segundo da lista. Também é possível dar overclock de 16 MHz
Depois não apareceu a porta serial para que eu a selecionasse. Pesquisa dali e daqui, descobri que a porta não aparece mesmo na lista, mas é só selecionar a plaquinha correta na lista (menu Tools\Board, placa Trinket 8 MHz) e o bichinho funciona que é uma beleza.

Para testar, podemos rodar o velho blink. A única alteração é que a porta conectada ao LED é a porta 1, então temos que alterar a variável led do programa para 1.

Na hora de fazer o upload é um pouquinho diferente:

- Quando vc liga a plaquinha no Arduino ela inicialmente fica piscando por uns 10s. Nesse modo ela está pronta para receber o programa via USB. Após esse período ela começa a rodar o programa que está nela, e não é possível fazer o upload de uma nova versão. Para habilitar de novo o envio, deve-se apertar o reset de novo para um novo ciclo de upload.

Bom, é isso. No próximo post, um exemplo com ela.