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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Space Camp II - Oficina de Astronáutica

Um dos pontos altos do evento foi a Oficina de Astronáutica, conduzida pelo nosso mega-ultra especialista Oswaldo.

Nessa parte da oficina, que durou a manhã toda, ele iniciou-nos nos mistérios do projeto e construção de foguetes. Muita física e matemática depois, almoçamos e os alunos partiram para a parte prática da coisa.

O desafio era o seguinte:

Projetar e construir dois foguetes com tubos de papelão e uma ogiva plástica. Esse foguete seria impulsionado por um motor a pólvora como esse daqui:
Maiores informações sobre, aqui.

O foguete deveria cumprir a seguinte missão:

- Levar dois astronautas da Terra até planetas específicos. Havia diferentes planetas e cada grupo tinha que alcançar dois, cada um com um foguete. Os planetas eram representados por bandeiras coloridas espetadas no solo em diferentes pontos do terreno, a distâncias que variavam de uns 30 a 100 m do ponto de lançamento, que ficava num terreno uns 5 m acima do "sistema solar".

- O astronauta era um ovo de codorna cru. Claro que o ovonauta tinha que chegar inteiro ao alvo para que o grupo tivesse a pontuação correspondente.

- O ovonauta deveria ser preso a um paraquedas que também seria construído pelos meninos, de maneira que, após o foguete atingir o seu apogeu, a ogiva se abrisse e o ovonauta fosse ejetado preso ao paraquedas e  pousando suavemente no destino. Para ejetar o ovonauta o motor do foguete conta com um dispositivo que, quando o combustível se esgota, ocorre uma pequena explosão dentro do tubo, ejetando a ogiva e a carga útil. Abaixo, o esquema do motor:



- Detalhe: os ovonautas eram gordinhos e não cabiam direito no foguete. Alguns inclusive morreram só de serem acomodados no interior do foguetes. A terrível morte por esmagamento desses mártires do conhecimento não provocou desconto de pontos da turma.

- Havia uma estação meteorológica no campo para que eles vissem a direção do vento na hora do lançamento. Tinha um anemômetro para que eles pudessem ajustar o ângulo de lançamento com a velocidade do vento, mas ele não funcionou na hora, o que gerou mais um desafio para a garotada.

- Eles tinham uma tarde para projetar, construir e lançar os 24 foguetes, dois por grupo.

Abaixo, imagens da oficina de construção:

Moçada trabalhando, com o acompanhamento dos monitores.




Tínhamos dois garotos com 13 anos, os mais jovens. Esse aí no primeiro plano é o Eric. Reparem que um foguete já está pronto e também parte dos paraquedas.

Essa da esquerda é a Beth, que descobri ter estudado com minha irmã em BH. Mundo pequeno, que pode ser percorrido por foguetes de papelão...


Tivemos muitas meninas no SpaceCamp. Essa aí é a Carlla, assim com dois eles.

A turma contava com um software para simular o comportamento do foguete. Eles calculavam os parâmetros, desenham o protótipo e o "pograminha" dava informações sobre o que aconteceria na hora do voo. Os dois objetos no corpo do foguete são o paraquedas e o nosso intrépido ovonauta.


Um dos dimensionamentos que eles tinham de fazer era o das aletas do foguete, tanto a form quanto as dimensões. Estas foram construídas em compensado daqueles bem fininhos.

Bom muita cola, fita crepe, barbante, manteiga (usada por alguns grupos para azeitar a entrada do ovonauta na astronave) e fosfato depois, fomos para o campo lançar as obras da meninada. Abaixo, imagens dos lançamentos:

Waldir pressuriza o foguete de água. Farei um post exclusivo sobre esse foguete.

Esse cachorro klingon andou devorando os planetas.

Equipes na sombra aguardando a sua vez de lançar os foguetes. Em primeiro plano, a estação meteorológica.

Schip explica à Beth os mecanismos do foguete a água. Observe que ela enverga o Manto Sagrado Azul Estrelado. Zêêêêrôôôô!


Oswaldo prepara o foguete para o lançamento. Nessa etapa ele assumia, porque os fios do ignitor já estavam instalados, ou seja, havia algum risco de ignição antes da hora.


Ignitor elétrico.

Renan e seu grupo preparam o foguete. Reparem na solução deles para o paraquedas: para protegê-la da ejeção do ovonauta e da ogiva, simplesmente colocaram o paraquedas sobre a ogiva, do lado de fora do foguete. Esse lançamento foi o que chegou mais perto do objetivo, é o do vídeo abaixo.



Lá embaixo, os planetas e os fiscais de prova.




















Observem o foguete no telhado do ginásio. Dois deles pousaram por lá.

Esse grupo, por ter criado um compartimento para conter o paraquedas e o ovonauta, teve que fazer aletas muto grandes. Como a madeira era insuficiente,eles usaram papelão. Ficou feioso, mas cumpriu o objetivo.


Já esses colocaram até o ovonauta por fora. A ideia era pousar o foguete com ovonauta e tudo. Não deu muito certo, pq eles tiveram que adicionar pedras para balancear, aí o foguete subiu pouco, pelo peso.

Uns dois foguetes pousaram na água do rio, lá embaixo. O problema foram as  rajadas de vento que desviaram bastante alguns ovonautas. A Tunísia, nossa voluntária para assuntos educacionais foi rápida no pedalinho e ainda salvou alguns ovonautas.


Observem o furo no paraquedas causado pela carga de ejeção.

Ogiva, paraquedas e ovonauta saudável.
 Algumas cargas pousadas.




Depois, fazer relatório. Prazo de entrega: dia seguinte até a meia-noite. 23:50 tinha ainda bastante gente trabalhando no relatório, e também, na apresentação que fizeram.



























Abaixo, clip das oficinas, feito pelo nosso cinegrafista Juan, importado diretamente da China para o nosso SpaceCamp:


Resumo: muito legal, não?